Servidores estaduais consideram inadmissível o parcelamento do adiantamento do 13º
Os servidores estaduais taxam de inadmissível a forma de
pagamento parcelado do adiantamento de 40% do décimo terceiro salário. Trata-se
de um ato que merece repúdio da categoria já fragilizada ao logo dos meses pelo
10º atraso no pagamento dos salários.
A decisão do Governo do Estado foi anunciada na tarde desta
segunda-feira (30) durante coletiva de imprensa na sede da Governadoria, no
Centro Administrativo mostra o descaso desta administração com os servidores
estaduais. Tradicionalmente pago no mês de junho, o benefício será pago em duas
parcelas de 20% depositadas nos dias 16 de julho e 18 de agosto para os
servidores.
O anúncio de uma definição sobre o adiantamento do décimo
terceiro foi adiada duas vezes pelo Governo do Estado. Na última sexta-feira
(27), a governadora Rosalba Ciarlini se reuniu com o secretário de
Planejamento, Obery Rodrigues, para tratar do assunto.
Mais uma vez o governo afirma que está no limite prudencial
(48,91%) e prestes a extrapolar o limite legal de gastos de pessoal (49%) pela
Lei de Responsabilidade Fiscal para penalizar a categoria. Alega que o custo
com pessoal cresce o que não é verdade. O que está aumentando são os gastos com
pessoal terceirizado em detrimento a valorização do servidor público. São os
mesmos argumentos utilizados para não sonegar a integralização do pagamento do
PCCR – Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da categoria e negar o reajuste dos
salários dos servidores estaduais, bem como não.
Dados recentes mostram que os gastos com a folha de pessoal
do Governo do Estado cresceu 52,85
pontos percentuais no primeiro quadrimestre de 2014 na comparação com o período
de janeiro a abril de 2013. Os dados são do Relatório resumido da execução
orçamentária do Estado, do primeiro quadrimestre de 2014.
Reivindicações – Na campanha salarial deste ano, os
servidores da administração direta do estado reivindicam a implantação de uma política
de valorização do salário básico que garanta reajuste real acima da reposição
inflacionária, aplicado anualmente por ocasião da data base. Se faz necessário
assegurar que o valor do salário básico se mantenha no mínimo igual ao valor do
salário mínimo nacional garantindo o reajuste dos benefícios da aposentadoria e
pensão por morte, inclusive daqueles sem paridade.
Os servidores reivindicam reposição salarial de 44,26%, esse
índice se justifica em virtude do reajuste do salário mínimo no ano de 2011 -
6,86%, 2012- 14,13%, 2013 - 9,00% e em 2014 – 6,78%. A direção do SINSP/RN afirma
que o governo do estado, por não implantar se quer o repasse da inflação acumulada
em 20,64% no período do governo Rosalba no contracheque dos servidores estes já
acumulam uma perda de 17,93%.
Trata-se de um massacre criminoso deliberado pelo governo Rosalba
Ciarlini que é tido como um dos mais perversos da história para a nossa
categoria. Greves, ações judiciais e demais formas de luta são reações justas
contras as atrocidades deste governo e em favor da preservação de direitos e
ampliação das conquistas dos servidores.

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